Milho brasileiro tende a seguir pressionado pelo baixo preço do cereal norte-americano
Com Chicago mais baixo, real mais forte e prêmios mais fracos, grão brasileiro está menos competitivo
· Fonte: Canal Rural

O contrato de dezembro do milho encerrou a semana passada com forte queda de 3,42% na Bolsa de Chicago. No Brasil, o vencimento da B3 (novembro) seguiu na mesma direção, fechando a R$ 68,70 por saca, baixa de 4,10%.
No mercado físico, na região do Triângulo Mineiro, as cotações encerraram a semana com referência de R$ 64,57 por saca.
Mercado interno: o milho perde espaço na exportação. Com Chicago mais baixo, real mais forte e prêmios mais fracos, o grão brasileiro está menos competitivo, e o milho norte-americano chega a sair mais barato que o brasileiro em alguns destinos. Com isso, sobra mais produto aqui dentro. Os compradores aparentam estar bem abastecidos e negociam sem pressa, enquanto os produtores aceitam condições mais flexíveis de preço e prazo. A demanda das usinas de etanol de milho e da produção de carnes segue firme, mas a tendência de curto prazo é de preços pressionados.
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