PR e RS pretendem antecipar status de livre de aftosa sem vacinação, diz Mapa

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou na semana passada que vem executando um programa para estender a condição de livre de febre aftosa sem vacinação a todo o território nacional até 2021. De acordo com a ministra Tereza Cristina, essa nova condição permitirá atender mercados consumidores mais exigentes, ampliando a exportação da carne brasileira, disse ela em nota no site do ministério.

Atualmente, apenas Santa Catarina é reconhecida como livre da doença sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O restante do país é livre de aftosa com vacinação. Segundo o Mapa, paranaenses e gaúchos também reivindicam o mesmo status, porém, antecipando o que está previsto no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). “Paraná e Rio Grande do Sul trabalham para antecipar esse reconhecimento antes do prazo previsto no calendário oficial”, revelou o Mapa.

“Para isso acontecer, é preciso que o estado interessado preencha um protocolo que dê segurança de que vamos conseguir manter a área livre de vacinação e sem a doença. É um processo que precisa ser muito bem feito, para não nos trazer problemas no futuro”, ponderou a ministra.

“Selo de qualidade”

Há países que se recusam a importar a carne de áreas que não possuem o status de livre sem vacinação. Tereza Cristina lembrou que os Estados Unidos, por exemplo, já compram a carne brasileira, porém, isto depois de uma batalha de 20 anos, e ainda assim o volume comercializado não é significativo. “O Brasil tem um programa de liberação de áreas de aftosa sem vacinação. Hoje isso ocorre apenas em Santa Catarina, mas é preciso expandir para outros estados e melhorar as nossas exportações”, defendeu a ministra.

O objetivo do programa é criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa, estendendo a ampliação de zonas livres sem vacinação a todo o Brasil.

A execução do Pnefa é compartilhada entre os diferentes níveis de hierarquia do serviço veterinário oficial com participação do setor privado. Os governos estaduais, representados pelas secretarias estaduais de agricultura e instituições vinculadas, responsabilizam-se pela execução no âmbito de cada estado.

Em maio deste ano, todo o rebanho dos estados do Acre, Rondônia, parte do Amazonas e parte de Mato Grosso ainda farão a vacinação, porém, já em novembro, estarão fora do calendário previsto no Pnefa.

Fonte: Abrafrigo

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