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Ministério da Agricultura discute retirada da vacinação contra febre aftosa no RS

Ministério da Agricultura discute retirada da vacinação contra febre aftosa no RS
Ministério da Agricultura discute retirada da vacinação contra febre aftosa no RS

A vacinação foi tema de discussão no 1º Fórum Nacional do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) na última nesta sexta-feira (30), durante a 42ª Expointer, em Esteio (RS). Durante o fórum foi destacado a situação do estado do Paraná, que tinha previsão de suspender a vacinação da febre aftosa em junho de 2021. O Paraná também buscava conseguir reconhecimento de zona livre da doença sem vacinação em 2023, mas o estado conseguiu avançar nos trabalhos do plano e realizou a antecipação do calendário de retirada da vacina e agora espera a declaração do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de área livre da febre aftosa sem vacinação.

O Rio Grande do Sul, que integra o mesmo grupo do Paraná (5), também debateu a questão da retirada da vacinação contra aftosa no estado. Na segunda-feira (2) o Ministério da Agricultura começou uma auditoria para avaliar a possibilidade de acelerar a retirada da vacinação contra a aftosa no Rio Grande do Sul. Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Geraldo Moraes, disse que o ano de 2019 teve início com muitas mudanças de governos nas questões estruturais e somente agora é que será colocada em prática a conversa com estado a estado, além de bloco a bloco para identificação dos principais gargalos e conseguir um avanço no tema.

Febre aftosa causa diversas reações

Considerada uma doença infecciosa aguda, a febre aftosa causa febre, acompanhada do aparecimento de vesículas (aftas), especialmente, na boca e nos pés de animais de casco fendido, como búfalos, caprinos, bovinos, ovinos e suínos. A primeira zona livre da doença com vacinação no Brasil foi implantada no ano de 1998, incluindo Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em 2007, Santa Catarina foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como a primeira zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil, situação que se mantém até este momento. Em 2014 foi a vez de sete estados do Nordeste e a região norte do Pará.

No ano passado a nova ampliação da zona livre com vacinação incluiu os estados de Roraima e Amapá e o restante dos estados do Amazonas e Pará, o que configura a totalidade do território brasileiro como livre de febre aftosa. O Brasil segue sem ocorrência da doença desde abril de 2006.