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Mercado do boi gordo: primeira semana do mês fecha com preços firmes

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O mercado do boi gordo registrou ao longo da semana passada uma redução da oferta de boiadas aliada à maior disposição dos compradores.

Outros fatores, como a dificuldade de preenchimento das escalas e a necessidade de aumentar os estoques para conseguir suprir a demanda de início de mês, deixaram os frigoríficos menos resistentes nas negociações que se seguiram nos primeiros dias de setembro.

Porém, quando foi realizado o fechamento da última sexta-feira (6), em São Paulo, alguns frigoríficos não negociaram, o que é considerado algo comum neste dia da semana. A referência do boi gordo não registrou alteração e continuou cotada em R$156,00, à vista e livre de Funrural.

Para a semana que está começando, a demanda firme no mercado interno e no mercado externo devem continuar mantendo a sustentação no mercado do boi gordo e da carne bovina.

Em agosto, o Brasil exportou um volume de 126 mil toneladas de carne bovina in natura. Dessa foram, conseguiu o terceiro melhor resultado para o mês de toda a sua série histórica.

Vendas fracas no começo do mês

Os açougues e supermercados procuraram trabalhar com muita cautela na semana passada. Tudo isso pelo fato das vendas se mostrarem enfraquecidas, mesmo vivendo o início do mês.

Segundo a Scot Consultoria, na média de todos os estados e cortes pesquisados, os preços da carne seguiram praticamente estáveis.

São Paulo registrou queda na semana de 0,3%. Já os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais mostraram variações de -0,02% e 0,01%, respectivamente. O Paraná viveu situação melhor com alta na semana de 0,3%.

Mesmo dentro deste contexto, preços andando de lado, as altas não estão descartadas nesta semana.

Ainda no mercado do boi gordo, a situação é de oferta restrita de boiadas, o que mantém o segmento firme. No geral, o cenário é de baixa disponibilidade de animais terminados e aumento do consumo por causa do recebimento dos salários. Tudo isso acaba colaborando com preços