Exportações brasileiras de soja deverão ser prejudicadas pelo surto de peste suína na China

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Os produtores de soja começam a se preparar para um possível cenário negativo nas exportações de soja para a China, que deverá sofrer os reflexos da peste suína naquele país. A expectativa é que a produção brasileira de soja atinja o montante de 117,6 milhões de toneladas em 2019, o que representa uma queda de 4,5% se for comparado com a safra do ano anterior (123,1 milhões de tons).

De acordo com dados fornecidos pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) nesta segunda-feira (6), mesmo com a queda, a projeção para 2019 está 0,6% maior em relação à estimativa divulgada no mês de março, que somava 116,9 milhões de toneladas.

A entidade também estima que haverá uma queda de 2,9% nas exportações da soja em grão, para as vendas internacionais, totalizando 68,1 milhões de toneladas. Para a Abiove, a queda nas exportações está diretamente ligada ao surto de peste suína africana na China, afetando a produção local de carne e impactando toda a cadeia global de alimentos.

Apesar desse cenário negativo para as exportações de soja, por outro lado os produtores poderão comemorar o possível aumento de 40%, totalizando 700 mil toneladas. O aumento deve se concretizar pela elevada demanda do mercado internacional, em especial da China. Já a previsão para o farelo de soja para exportação é de 16,2 milhões de toneladas.

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