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Dólar forte puxa alta significativa no milho

Dólar forte puxa alta significativa no milho
Dólar forte puxa alta significativa no milho

O dólar forte na semana puxou altas significativas nos principais contratos futuros de milho negociados na B3, segundo afirmou a ARC Mercosul. Nesse cenário, o mercado físico também registrou altas, com forte interesse de compra por parte dos consumidores finais no mercado interno brasileiro.

Isso porque, a colheita da safrinha está cerca de 7,9% concluída, contra 16,2% em 2019 e 7,8% na média das últimas 05 safras e os compromissos de exportação somam 2,15 milhões de toneladas até o momento, indicou.

No mercado internacional, o pouco suporte especulativo e fundamentalista para o milho em Chicago, mostrou cotações praticamente estáveis novamente, com o clima nos Estados Unidos é a principal atenção do mercado. “As próximas 3-4 semanas serão cruciais para definição do potencial produtivo, com polinização iniciando no começo de julho”, completa.

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, citando um estudo produzido pelo Eng. Agr. Haroldo Tavares Elias, dentre os fatores de alta estão o câmbio, que pode favorecer as exportações no segundo semestre, o clima na Região Centro-Oeste afetando o desenvolvimento da cultura e a redução na produção do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Já para os fatores de baixa pode se citar a elevação do estoque mundial, em função da estimativa de aumento da área e produção nos Estados Unidos e a retração na demanda por carnes: a pandemia da Covid-19, com efeitos na retração no poder aquisitivo, está causando impacto no consumo de milho e, por consequência, na produção de rações no mercado interno.

“Além destes fatores de baixa, os analistas da T&F detectaram mais dois, especificamente para os mercados de milho do Centro-Oeste: a pressão de empresas compradoras que precisam embarcar milho 2020 imediato, porque tem navio parado. O produtor preocupado com possível super safra 2021, devido à queda de 25% no plantio de algodão, no MT, cuja área migra para o milho”, conclui a T&F.

Fonte: Agrolink