Exportação de milho poderá ultrapassar 40 milhões de toneladas em 2019

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Uma consultoria realizada pela Datagro no final de julho projetou exportação de 40 milhões de toneladas de milho em 2019.

Segundo o chefe de Grãos da Datagro, Flávio Franca Junior, existe fluidez na exportação de milho e os preços se mostram diferentes do ano passado, ou seja, muito próximos da paridade em todo o período, favorecendo as exportações.

Apesar da perspectiva positiva para as exportações em 2019, o próximo ano não será tão bom quanto este, segundo a Datagro.

Para 2020, a exportação deverá ser menor, na casa de 35 milhões de toneladas, além de um aumento do consumo interno para ração e para etanol.

Em julho, a exportação de milho no país alcançou uma máxima histórica mensal, de 6,317 milhões de toneladas, segundo dados do governo.

Para concretizar as exportações de 40 milhões de toneladas de milho, os embarques de agosto a dezembro precisariam atingir uma média de 5 milhões de toneladas, porque de acordo com os dados do Federal, os embarques no acumulado de janeiro a julho chegaram a 15,6 milhões de toneladas.

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apuradas pela agência de notícias Reuters, o recorde anterior foi registrado em dezembro de 2015.

Naquele período as exportações mensais do grão chegaram a 6,268 milhões de toneladas.

Com o resultado, o Brasil se consolida como o segundo maior exportador de milho, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

As exportações de milho deverão ganhar força no segundo semestre de 2019, período em que a exportação de soja, principal produto brasileiro exportado, geralmente perde força.

Considerado um dos maiores exportadores de milho do mundo, o Brasil é um grande celeiro de grãos com produções espalhadas por vários estados como Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo.