9 de dezembro de 2019

Café sem açúcar na China

cafe sem acucar na china - Café sem açúcar na China

Com base em declarações de Orlando Leite Ribeiro, atual secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, a Nasdaq veiculou ontem em seu site que o governo chinês indicou não renovar as tarifas de importação sobre o açúcar brasileiro.

A esperança brasileira de que a China não renove a taxação foi assim mencionada pelo secretário Orlando Ribeiro: “o tema do açúcar tem sido discutido pelas delegações da China e Brasil em Genebra. E as conversas têm caminhado bem. A nossa expectativa é que as salvaguardas não sejam renovadas”.

As tarifas foram anunciadas em 2017 e deveriam permanecer vigentes por ao menos três anos. Além de impor restrições às importações do açúcar, a China aumentou as tarifas para os três anos seguintes (de 45% no primeiro ano, 40% no segundo e 35% no terceiro) aos países que exportassem certa quantidade determinada do produto.

Desde o momento das sanções até outubro do ano passado quando o Brasil recorreu formalmente a OMC, as exportações de açúcar brasileiro para o país caíram cerca de 90%, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Conforme informamos recentemente, na próxima segunda (06) uma comitiva brasileira estará partindo para o continente asiático, ocasião em que a ministra Tereza Cristina passará também pela China. Ao todo serão 16 dias de missão entre Japão, China, Vietnã e Indonésia.

O café brasileiro é um dos produtos de interesse dos chineses. Caso a taxação deixe de ser empecilho, o Brasil exportará os principais ingredientes da bebidas que começa tomar lugar do chá e ganha espaço no país, conquistando principalmente os jovens alcançados pelos efeitos da globalização.

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