Agro precisa de uma estratégia contundente no comércio agrícola internacional

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O agronegócio brasileiro precisa desenvolver uma estratégia contundente de manutenção e abertura de novos mercados no comércio agrícola internacional, disseram especialistas reunidos no Summit Agronegócio 2018, realizado na última terça-feira (13), em São Paulo (SP).

Segundo Rodrigo Lima do Agroicone, o Brasil deixou de lado nos últimos anos os acordos bilaterais, privilegiando as negociações multilaterais. “Precisamos atuar nos dois flancos, ambos são importantes, até porque questões proeminentes hoje no comércio não estão mais contempladas no âmbito da OMC.” Entre estes pontos, critérios, por exemplo, relacionados à sanidade e sustentabilidade.

Para Pedro Fernandes, diretor de agronegócios do Itaú BBA, o agro brasileiro precisa investir em novas competências para ir além dos portos dos países importadores, visando chegar ao varejo. Segundo o executivo, é preciso mostrar a sustentabilidade e a rastreabilidade – demandas que o consumidor valoriza cada vez mais – de nossos produtos agrícolas como uma forma de sair do cerco de tarifas e barreiras comerciais.

Michael McDougall, do EDF Man Capital Markets, assinalou que o agronegócio brasileiro precisa investir em marketing internacional e tratar com “carinho” os clientes. Na avaliação de Fernando Galletti, CEO do Minerva, a abertura de novos mercados vai exigir esforço concatenado entre Itamaraty, Ministério da Agricultura, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – ou outro que porventura incorporá-lo – e o setor privado.

Como exemplo dos desafios no comércio agrícola internacional, Galletti contou, por exemplo, que a carne brasileira só entra na China mediante um imposto de 24% enquanto que os produtos neozelandeses ou australianos não pagam tarifa.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel, a política comercial do novo governo não precisa começar do zero, e sim dar prosseguimento a ações realizadas na gestão do ministro Blairo Maggi.

Fonte: DATAGRO

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