Agricultura e pecuária responsáveis crescem no Rio Grande do Sul

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Nos últimos dias as queimadas que ocorrem na Floresta Amazônica colocaram o Brasil no foco das atenções do mundo, trazendo à tona a discussão sobre a responsabilidade da atividade agropecuária brasileira na preservação da natureza.

Em várias partes do país, produtores rurais procuram adotar práticas que levem à redução de impactos em áreas com pecuária e cultivo de grãos.

O Rio Grande do Sul mostra um exemplo prático de agricultura e pecuárias responsáveis através da união ente lavoura e pecuária como estratégia para diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2).

O produtor gaúcho Dênis Dias Nunes, de Santa Vitória do Palmar, cidade localizada ao sul do Estado, encontrou na expansão da criação de animais na propriedade que comanda ao lado de outros três sócios uma forma de colaborar com o meio ambiente.

Os sócios investem em terneiros das raças aberdeen angus e hereford, ao mesmo tempo em que trabalham com o plantio de arroz e soja na fazenda que mantém 600 animais, em uma área integrada de 700 hectares.

De acordo com o produtor, o objetivo é expandir a integração aos 2 mil hectares totais, para garantir a manutenção da qualidade do solo ao mesmo tempo em que trabalha para aumentar a produtividade.

Segundo ele, ao cuidar do solo e não apenas da cultura em si, é possível implementar outras receitas na propriedade, além de conseguir atender ao clamor ecológico que existe na sociedade. Por outro lado, economicamente o sistema se torna mais eficiente.

Preocupação com o bem-estar animal

O bem-estar dos animais também faz parte da agricultura e pecuária responsáveis, como é o exemplo do criador Márcio Sudati Rodrigues que acabou com o uso de ferrão e a presença de cachorros para a condução dos mais de 3 mil exemplares das raças angus e brangus das propriedades pertencentes à sua família em Alegrete e Manoel Viana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Agora ele faz o manejo do gado com bandeiras, que pouco a pouco também estão sendo retiradas. Ele disse que está caminhando para uma nova fase, onde os animais são conduzidos apenas com posicionamento corporal e mãos para que percam o medo e não se sintam pressionados.

De acordo com o criador, a ideia é trabalhar para que os animais se sintam o mais tranquilos possível, porque estressados diminuem a produção.